It's (almost) Christmas Times

Quando era pequena, adorava o Natal. Fazia uma lista interminável de presentes e enviava-a ao Pai Natal. Na noite de 24 de Dezembro, a visita do velhinho das barbas brancas era certa (obrigada, avô!). Natal era sinónimo de mesa cheia, família junta, muitos brinquedos e roupa novos e, claro, comida boa! Com o tempo, o Natal e aquilo que ele significa foi-se alterando. A família diminuiu: numa mesa habitualmente composta por quinze pessoas passaram a sentar-se cinco. Os brinquedos e roupas substituiram-se por pequenos miminhos com muito amor. A comida continuou a ser óptima. Os cinco descobrimos que o mais importante é o amor que nos une e não os bens materiais que se trocam na Consoada
Com isso em mente, decidimos partilhar a nova descoberta natalícia. A nós, juntaram-se outros cinco. Dez numa mesa em que o norte e o sul do país se misturaram. Houve bacalhau e polvo, aletria e rabanadas. 
Depois, eu mudei-me. Mil e seiscentos quilómetros separaram-nos e, pela primeira vez, o Natal foi à distância de um skype. Mas sem por isso deixarmos de partilhar a confusão (e a alegria) que é ter uma mesa cheia.
Com esta mudança de país, o Natal voltou a dar uma volta de 180 graus. Londres tem um espírito natalício muito acima da média portuguesa. A temperatura gélida de Outubro já nos faz ter vontade de calçar meias de Pai Natal, comprar um pinheiro e começar a decorar a casa com bonecos de neve. Pelas ruas, já se começam a construir as luzes, que acenderão no princípio de Novembro. Nas montras das lojas das avenidas compridas já se vêem tonalidades de verde, vermelho e branco
Também eu sou inundada de espírito natalício. Estamos a meio do décimo mês e eu só penso nos presentes que quero oferecer. Nos postais que vou enviar. Nas decorações da minha casa nova. Em estar perto da minha família na noite de 24 e no dia 25 de Dezembro.
O Natal continua a ser tempo de dar uma dose redobrada de amor e de miminhos à minha família, mas agora é também tempo de partilhar a festa com o mundo
Se antes criticava o Natal porque só via consumismo, agora olho para o consumismo com ternura e faço dele aquilo que eu quero fazer: uma maneira de longe estar perto e sentir-me em casa. E porque quando se partilha amor que vem do fundo do coração com o mundo ele nos dá sempre um bocadinho mais, este ano, somos onze à mesa.

Com amor, 
Joana

Imagem retirada da Internet

We are all one

Ontem, durante um jantar, dividido entre uma italiana, dois portugueses (um deles metade brasileiro) e um britânico, ouvi várias vezes alguns pré-conceitos associados aos cidadãos do mundo. Dei por mim a proferir frases como “Nota-se logo que és italiana: basta olhar para ti a falar com as mãos.” e ouvi outras como “Isso é porque vocês são ingleses: falam, falam mas só querem é ficar em casa sem trabalhar.”. Pelo meio, ainda acusámos os americanos de serem pouco sociáveis e bastante convencidos. No dia anterior, a minha professora de yoga disse-me, durante uma conversa sobre alimentação, que, por ser portuguesa, eu não era de certeza vegetariana.
Fui para a cama a pensar na quantidade de ideias estapafúrdias que construímos acerca dos outros. Achamos que os ingleses não têm piada, que são frios e distantes; achamos que os japoneses só comem arroz com pauzinhos; que os australianos são todos altos e louros. Fazemos piadas sobre a lentidão dos alentejanos e rimo-nos dos que vivem no Este de Londres porque juramos a pés juntos que são “preguiçosos” a falar, engolindo os t.
Não que o façamos por mal. Na verdade, está-nos no sangue. Achamos nos outros diferenças e agarramo-nos a elas para as usar como representação de cada cultura. Sentimos que isso é necessário para justificar as divisões deste mundo. Mas, na verdade, se pensarmos bem todos somos um pouco como todos os outros.
Quantas vezes são as que um lisboeta, tal como um east londoner, dá por si a dizer as palavras pela sua metade: shprar, sclher? Quantas vezes não partilhamos gargalhadas, enquanto bebemos uma pint, com o nosso amigo inglês? Quantas vezes não damos por nós aos berros, no meio do autocarro, a gesticular sem parar, porque os gestos e a voz dão mais vida às histórias que contamos? Tantas. Tantas vezes. A toda a hora.
Há japoneses muito brancos. Australianos negros. Turcos de olhos azuis e cabelos louros. Senhoras indianas que, afinal, são portuguesas como nós. Os italianos não comem só pizza e massa. Há portugueses que sobrevivem sem carne e britânicos que comem mais do que ready meals. Há muçulmanos que vão a Fátima e que abraçam cristãos. Cristãos casados com muçulmanos. Portugueses altos e brasileiros que não gostam de funk.

E desenganem-se: não vale a pena usar o argumento da maioria. É por nos abraçarmos a essa ideia que acreditamos que o mundo é todo como o vemos. E não é. O mundo é muito mais do que ideias que criamos no nosso imaginário. É por acreditarmos nos nossos preconceitos que olhamos para o outro como se ele não fosse um de nós. Porque, sejamos honestos, não faz mal ao mundo que achemos que um italiano só come pizza, mas, ao acreditarmos piamente naquilo que se diz sobre os que praticam determinada religião, os que são de determinada cor de pele, os que foram levados a imigrar pelas circunstâncias da vida, acabamos a deixar o mal entrar no nosso coração. Criam-se fronteiras físicas e mentais, fecha-se o mundo e acabamos sozinhos. E não é para isso que aqui estamos. Todos nós pisamos o planeta terra. Todos nós temos os mesmos sonhos: ser felizes e estar bem de saúde, ter uma família e um tecto. Todos nós escutamos, à noite, antes de adormecer, o bater do nosso coração. E todos nós sabemos que partilhamos esse som com cada ser, por muitos quilómetros que o separem de nós.  

Com amor, 
Joana


Imagem retirada da Internet

Shoshin

Começos. Adoro começos. Deixam-me motivada. Dão asas à minha criatividade. Fazem-me procurar mais dentro de mim própria aquilo que me deixa realmente feliz. Por essa razão, costumo dizer que a minha vida é um eterno começo. Sou uma pessoa cuja mente gosta de estar ao nível da mente de um principiante.
Shoshin — um conceito explorado pelo budismo zen — diz respeito a esta mente de principiante ou, em inglês, begginer's mind. Diz Shunryu Suzuky que "In the beginner's mind there are many possibilities, in the expert's mind there are few.".  E este tornou-se um dos pensamentos a ter sempre em conta na minha vida.
Gosto de começar de novo. Gosto de explorar coisas pouco exploradas. Gosto de estar aberta a estas infinitas possibilidades que a vida me traz. E, por isso, escrever aqui vai servir exactamente para me lembrar disso: de que há sempre um sítio para onde ir aprender mais e sair daquela que é a nossa zona de conforto. E onde é que ela fica? Na nossa mente que já sabe, que já conhece, aquela que nos impede de aprendermos e de descobrirmos mais porque começamos a usar a célebre frase: eu já sei isto. E acostumamo-nos. Entramos na rotina que já conhecemos.
E eu não quero essa rotina. Quero, dando um passo de cada vez, cair e levantar-me. Dizer que não sei. Seguir os meus instintos. Explorar. Viver os momentos ao máximo. Sair da minha zona de conforto. Experimentar mil e uma possibilidades de viver esta vida. Sem medo de falhar, mas sabendo que isso vai acontecer. Questionar, sem esperar respostas. Ser eu — sem artifícios. Ser crua. Ser zen.

Com amor,
Joana


A minha Londres

"The sound of rain needs no translation."

Londres.

Gosto dos dias de chuva, em que o som dos passos apressados se mistura com os salpicos de água. Gosto dos dias frios, em que parece que o nariz congela se não o escondermos rápido dentro do nosso cachecol. Gosto do café quente entre as mãos. Gosto do som de mil línguas diferentes soltas pelas ruas. Gosto dos sorrisos que se trocam com estranhos em qualquer lugar. 





Aqui ganhei amigos de tantos lugares do mundo, que me trouxeram cores, cheiros e sabores dos quatro cantos do planeta. Aqui aprendi a contar até dez em polaco, a dizer olá em grego e descobri que "mesa" se diz da mesma maneira em Portugal e no Irão. Aqui provei pela primeira vez comida paquistanesa. E ri-me até já não poder mais quando uma búlgara me cantou o "Ai se eu te pego" e disse que a música tinha estado no TOP da Bulgária durante dois verões seguidos.




Celebrei o Halloween. Vesti uma camisola de lã com motivos natalícios. Dancei no meio das folhas e brinquei com a neve. Troquei postais de "boa sorte no novo emprego" e de "parabéns pela nova casa". 




Adoptei tradições e emprestei as minhas: contei-lhes que subimos a uma cadeira às doze badaladas do novo ano, que temos mil formas diferentes de cozinhar bacalhau e que comemos sardinhas assadas numa noite específica do ano. 






Em Londres descobri o mundo. Cheguei mais longe do que qualquer dia pensei chegar. 

Londres é a minha cidade. Enquanto aqui estiver, há-de ser a minha cidade. Mesmo quando for embora, continuará a ser a minha cidade. Afinal de contas, Londres guarda demasiados dias bonitos da minha vida. É a minha casa, porque é aqui que está o meu coração.


Com amor,
Joana

Cinco cafés bonitos para trabalhar em Londres

Hoje é feriado em Portugal. Dia 5 de Outubro, dia da Implantação da República. Grande parte de Portugal está a aproveitar este dia: nas compras, na rua, em viagem. Não sei como está o tempo no meu país, mas espero que esteja um dia de sol quentinho.
Aqui, em Inglaterra, não é feriado. É só mais um dia normal, em que as pessoas correm para os autocarros, para as estações de metro, para os escritórios. Para todo o lado. Como sempre. Eu sou sortuda. Hoje não sou uma delas. Também tenho a sorte de poder parar de correr e aproveitar o dia. 
O sol londrino parece ter adivinhado: ainda não parou de brilhar. 
Sempre que não estou a trabalhar, especialmente em dias em que o sol está quentinho, aproveito para conhecer Londres. E hoje não foi excepção. Como queria pôr a escrita em dia, vim para um café, perto da minha casa nova. Assim que cá cheguei, soube logo sobre o que iria escrever hoje: cafés bonitos para trabalhar.
Trabalhar nem sempre tem de significar ficar sentado o dia inteiro dentro de um escritório. Estudar nem sempre tem de significar ir para uma biblioteca cheia de livros e não sair de lá enquanto não soubermos a matéria toda de cor. Claro que há quem o prefira, mas eu sou adepta de aliar a descoberta de locais novos à lista de afazeres. Por isso, os meus locais preferidos para estudar e/ou trabalhar são mesmo os cafés. Em Lisboa, passava horas infinitas no Pois, Café ou no Espassus. Desde que vim para Londres, tornou-se ainda mais entusiasmante. Há tantos sítios bonitos aqui e todos tão bem equipados com tudo aquilo de que precisamos: tomadas, mesas, espaço e, mais importante do que tudo, café, chá e bolinhos. 
Hoje, deixo-vos uma lista dos meus cafés preferidos para trabalhar e estudar em Londres. 

Park Theatre, Finsbury Park

Este é, de longe, o meu lugar preferido. Passei lá grande parte do inverno de 2015/2016. O sítio não é só um café, mas também um teatro, onde passam sobretudo peças de comédia. O espaço divide-se em dois andares e uma mezzanine (um género de varanda), o meu lugar de eleição. No geral, é sossegado, excepto nas noites de sexta. Aqui encontram muitas outras pessoas a trabalhar e, portanto, consegue-se estar em silêncio e é fácil concentrarmo-nos. O melhor de tudo é o chocolate quente que eles servem. De facto, este chocolate quente foi considerado um dos melhores de Londres e o melhor daquele bairro. Ali à volta, no bairro de Finsbury Park, encontram muitas lojas de comércio tradicional, um parque gigantesco, que é palco de alguns festivais de verão, e ainda uma pequena floresta, que cresceu no meio de uma linha de comboio abandonada, chamada Parkland Walk.



Café Zee, Ealing Broadway

Descobri este café quando vim conhecer a casa nova. Aquilo que mais me chamou a atenção foram os bolinhos na montra: tartes, bolachas caseiras, croissants. Hoje, finalmente, vim experimentá-lo e já é o número dois do meu top. O espaço é gigantesco: para além do andar do café, tem ainda uma cave cheia de mesas e sofás muito confortáveis. Pelas paredes, há estantes cheias de livros que nos convidam a ficar. Mas aquilo que ganhou o meu coração foi a lista interminável de chás. Quem me conhece sabe que bebo chá a toda a hora, compro caixas e caixas de chá mesmo que não precise adoro receber chás de outras partes do mundo. Por isso, quando vi uma lista repleta de chás de frutos vermelhos, rosa, jasmim, citrinos... soube que ia voltar. Quando me fartar de trabalhar ou riscar da lista todas as tarefas de hoje, sei que estou a um passo de um parque cheio de árvores, flores e pequenos lagos para relaxar.



Costa Coffee, Tower of London

Não costumo gostar de ir trabalhar para o centro de Londres. Há demasiada confusão e todos os sítios estão constantemente cheios de pessoas, que entram e saem sem parar. No entanto, o Costa Coffee mesmo ao lado da Torre de Londres surpreendeu-me pela positiva. Descobri-o num dia em que já estava farta de procurar lugares onde me pudesse sentar para acabar um trabalho que tinha de enviar naquele dia. O espaço não é assim tão grande para tanta gente que o visita, mas ganha pela vista maravilhosa que tem sobre o Tamisa. E, obviamente, uma boa vista é meio caminho andado para nos sentirmos confortáveis, certo?

(Imagem retirada do Foursquare)


The Front Room Café, Finsbury Park

O The Front Room Café é conhecido pelo seu típico English Breakfast e, por isso, aos fins de semana de manhã está a abarrotar, com uma filha de espera gigante à porta. Mas, no resto dos dias, partilha-se as mesas com tantas outras pessoas que escolhem este café para pôr a vida em dia. O lugar é caricato: nas paredes armas de caça misturam-se com quadros bordados à mão, nas prateleiras livros antigos partilham o espaço com máquinas de escrever e de costurar. É tudo muito antigo e tradicional. Se por lá passarem algum dia, vale a pena pedirem chocolate quente e torradas com compota.



Nero, BBC Broadcasting House

Quando a minha veia de jornalista decide dar os ares da sua graça. não há sítio melhor para estar do que aqui. Afinal de contas, este café fica no edifício da British Broadcasting Corporation (BBC), em Oxford Circus. É comum ver-se gente com câmeras de filmar, máquinas fotográficas, microfones e gravadores a entrarem e a saírem do café. Se tiverem sorte, podem ainda apanhar alguém a entrevistar outra pessoa mesmo ali nas mesas do café. Quando lá vou, sinto-me em casa. As palavras fluem ainda melhor e consigo pôr tudo em ordem. Aqui, já reencontrei amigos e colegas de faculdade, já conheci pessoas, já falei da vida sem parar e já planeei o meu futuro com a maior das certezas. 



Com amor,
Joana

Open to Grace

Este fim de semana levei o meu coração à terapia, que é como quem diz ao tapete de yoga.

Depois de um ano em que a minha prática de yoga foi muito intermitente, um workshop com a BJ Galvan, uma das minhas professoras preferidas, era mesmo aquilo de que eu estava a precisar. As duas horas de caminho até à pequena vila de Ewell pareceram pouca coisa quando comparadas com a felicidade que eu sabia vir a sentir com o reencontro com o tapete, os ensinamentos e a partilha.

Ewell fica já fora do centro de Londres. É uma terrinha pequena, rodeada de árvores, feita de casas baixinhas. O silêncio enche-nos de calma. Não havia sítio melhor para encontrar tanta gente bonita, tanta gente com um coração tão grande, gente que transmite paz e emite uma vibração que nos deixa felizes instantaneamente. 

Durante dois dias, ouvimos histórias que passaram de boca em boca, chegando aos dias de hoje, que nos mostraram que, passe o tempo que passar, todos nós vamos carregar as mesmas dúvidas e os mesmos medos, cambendo-nos a nós decidir como os queremos enfrentar. Durante dois dias, aprendemos a surfar o oceano da vida, olhando o mar de frente e de coração aberto. Durante dois dias, aprendemos a confiar em nós: afinal de contas, somos exactamente aquilo que precisamos de ser, temos exactamente aquilo que precisamos de ter. Não nos falta nada. Aqui e agora. 

Obrigada.

Com amor,
Joana





New home ♥

Quando me mudei para Londres, em Junho do ano passado, sabia que ia ser difícil conseguir viver sem partilhar casa com pessoas desconhecidas. No Reino Unido, as casas são caras e, na maior parte das vezes, a única solução é alugar um quarto. No geral, neste ano e meio, tive sorte. Primeiro, vivi com uma senhora inglesa numa casa tipicamente britânica. Depois, vivi com um casal francês, que, mesmo com as suas manias, não me dava assim tantas dores de cabeça. Em Fevereiro, fui viver para uma casa com dois rapazes portugueses e um rapaz espanhol. Estas três casas foram parte da minha história em Londres: todas elas foram palco das minhas dúvidas, vontade de voltar, vontade de ficar; todas elas foram lugar para lágrimas e sorrisos, festas e danças; todas elas foram amor e amizade. 
Mas, embora seja divertido partilhar casa, conhecer novas pessoas, novos modos de viver, chegamos a um ponto em que queremos o nosso espaço, o nosso cantinho. Queremos chegar a casa, descalçar os sapatos, ligar a música e dançar. Queremos chegar a casa e simplesmente não fazer nada. Queremos chegar a casa e sentirmo-nos em casa. Ao final destes 460 dias, consegui dar um passo em frente: eu e o Guilherme alugámos uma casa só para nós. E não é que é mesmo a casa perfeita para nós? Sabem quando entram num sítio e sabem logo que a vossa vida vai ter de passar por lá? Foi isto que senti quando entrei naquela casa. A energia é tão boa, a casa é tão cheia de luz: teve de ser. Estes dias têm sido passados a decorá-la, a torná-la mais nossa. Agora, temos ainda mais vontade de voltar a correr para casa, para descansar depois de um dia de trabalho. Não há mesmo nada melhor, neste momento, do que estar aqui. 
Com amor,
Joana


Olá, Outono!

O Outono é a minha estação do ano preferida. Os parques londrinos enchem-se de folhas alaranjadas, o cheiro a chá enche o ar das ruas agitadas, os cachecóis saem dos armários e enrolam-se à volta dos nossos pescoços. As noites são sempre quentinhas, passadas dentro de uma manta, a ver filmes e a conversar até os olhos pesarem.
Nesta altura, tenho sempre vontade de começar de novo, de me reiventar, de reiventar o mundo que me rodeia. O Outono é tempo de mudança.
Este ano, o Outono foi particularmente especial. Outubro trouxe uma casa nova: uma casa tão cheia de boa energia. Outubro trouxe planos de vida a dois. Outubro trouxe uma vontade renovada de ser melhor. E, claro, Outubro trouxe também de volta a minha vontade de escrever, de partilhar, de de contar histórias. E é por isso que aqui estou, de novo, no mundo dos blogues. 
On being Joana é, a partir de agora, o sítio onde vão poder ler as minhas aventuras: as londrinas, as portuguesas, as pelo mundo fora. On being Joana é, a partir de agora, o sítio onde vão poder ler o meu coração: a descoberta, a partilha, os sorrisos, as dúvidas, os medos e as questões. On being Joana é, a partir de agora, a minha nova casa. A nossa nova casa. Bem-vindos!  

Com amor, 
Joana