Mostrar mensagens com a etiqueta Two Can Write A Journal. Mostrar todas as mensagens

Vamos ser três cá em casa!

Não sei se sabem, ou se já contei por aqui, mas, quando eu e o Gui decidimos viver sozinhos, combinámos que a nossa casa teria de ter um nome. Pouco tempo depois encontrámos a casa ideal para nós e, antes de nos mudarmos, fomos a Cardiff visitar uns amigos. Foi lá que comprámos a primeira peça de decoração para a casa, naquela altura ainda sem nome: um quadro pequenino com um gato cheio de estilo. Ora, assim, sem mais nem menos, surgiu-nos o nome para o nosso cantinho: A Casa do Gato. Ambos adoramos estes animaizinhos, que, para nós, simbolizam paz e boa energia. E, como é assim que vemos a nossa casa também, compreendemos que não havia nome que lhe assentasse melhor. Tudo passou a girar à volta de gatos: quase todas as divisões da casa têm um gato, seja de peluche ou em papel. E toda a gente trata a nossa casa pelo seu nome. Só falta mesmo o quê? O gato verdadeiro. Daqueles que se roçam nas nossas pernas quando querem miminhos e ronronam quando lhes fazemos festinhas. Pois é. Graças ao Gui, o melhor namorado do mundo inteiro, a presença deste bichinho na nossa vida vai ser real. VAMOS TER UM GATINHO. Depois do jantar de Natal, na casa dos nossos amigos, voltámos para A Casa do Gato para abrir os presentes. O Gui foi o primeiro a descobrir o que lhe tinha calhado este Natal (hei-de fazer uma publicação sobre isso!). Depois foi a minha vez: à minha frente tinha uma caixa gigansteca. Quando comecei a desembrulhá-la, vi que era uma caixa para transportar gatos. E percebi logo o que é que o Gui andava a aprontar. Passei o resto da noite abraçada à caixa e, ontem, quando acordei, lembrei-me do meu presente e enchi o Gui de beijinhos: ele é a melhor pessoa do mundo e dá-me os melhores presentes do universo. Liguei logo à minha mãe, dizendo-lhe que ela vai ter um neto. A minha mãe entrou em pânico, deram-lhe logo os calores e eu e o Gui não conseguimos parar de rir durante toda a chamada. Quando lhe contámos que era um gato, foi a risada geral, em Londres e em Lisboa. Hoje, fomos comprar brinquedos, uma mantinha, a caixa de areia e comida para gatinhos. Amanhã, em princípio, o nosso bichinho já dorme connosco. E não podiamos estar mais felizes. 

O quadro que comprámos em Cardiff


Quem é que, por aqui, também tem um gato? Precisamos de dicas.

(PS: Temos descoberto tantas diferenças entre adoptar um gato aqui e em Portugal. Em breve, falarei sobre isso aque pelo blogue.)

Com amor,
Joana

Countdown to Christmas

Se há coisa que ficou logo decidida entre mim e o Guilherme quando o Natal começou a aproximar-se foi que tinha de haver, na nossa casa, uma Calendário de Advento, cheio de chocolate.  Comprámos um calendário para cada um (porque somos mesmo gulosos e não conseguíamos partilhar o chocolate), numa loja chamada Hotel Chocolate, que, para além de ter sempre caixinhas amorosas cheias de doces deliciosos, prontas para servir de presente em qualquer ocasião, deixa-me sempre tentada a fazer lá um workshop. A loja tem uma sala fenomenal toda equipada, onde há aulas de cozinha. Podemos aprender a fazer os mais diversos chocolates e descobrir como decorá-los. Claro que está na minha lista de actividades a experimentar!



Mas, quanto a isto de ter arranjado um Calendário do Advento… Por um lado, é delicioso: todas as noites, depois do jantar, sei que há um docinho há minha espera. Por outro lado, a minha cara já começa a queixar-se e encheu-se de pequenas borbulhas aborrecidas. Ainda assim, não há como resistir à tentação de contar os dias desta forma. Ontem, reparei que os guadradinhos de chocolate ainda envoltos em papel são muito poucos o que quer dizer que já não falta quase nada até ao Natal! Nem sei como é que o tempo passou tão depressa. Entre semanas repletas de trabalho, dias que desapareceram a correr de um lado para o outro e fins-de-semana passados a comprar presentes e a planear o próximo ano, de repente Dezembro está a chegar ao fim. Eu não podia estar mais contente por isso. 



Estou tão desejosa de passar este Natal com o Gui e com os nossos amigos! O nosso jantar de Natal, no dia 24 de Dezembro, vai ser na casa de um casal nosso amigo. Ela é italiana. Ele é britânico. Nós, vamos levar vinho, mousse de chocolate e rissóis portugueses e vamos provar a refeição tradicional italiana deste dia, que é completamente composta por peixe. Para os italianos, não há carne na noite de Natal. No dia 25, eu e o Gui decidimos não sair de casa: vai ser o dia do pijama natalício. Mal posso esperar por um dia em casa, sem fazer nada, só desfrutar da calma depois da confusão.
Até lá, há que comprar os últimos miminhos, fazer docinhos e preparar as nossas Christmas jumpers, para nos vestirmos a preceito para comemorar.
E vocês? Como andam os vossos preparativos natalícios?

Com amor,
Joana


Let's go ice skating

É difícil passar um dia em Londres sem nada para fazer: há sempre um parque para visitar, uma feira nova onde comer, uma loja diferente a abrir, uma exposição de arte, conversas com autores em livrarias, e por aí em diante. O ano todo, seja dia de semana ou feriado, as agendas enchem-se de planos. É um dos principais motivos para eu gostar tanto de Londres: poder ter sempre mil e um eventos para escolher. No entanto, a minha altura preferida, como já vos contei, é, sem dúvida, a altura do Natal. A cidade começa a vestir-se de vermelho, verde e dourado no início de Novembro. As ruas enchem-se de pessoas em busca do presente perfeito. Há mais turistas nesta altura do ano do que em qualquer outra. Há bancas de vinho quente em qualquer lugar. Há a Winter Wonderland, uma feira de diversões bem no coração de Londres, no famoso Hyde Park. E há mil lugares onde é possível patinar no gelo. Sim, exactamente: há uma pista de gelo em qualquer esquina. Este ano, eu e o Gui fomos patinar para a pista da Somerset House, um centro cultural, onde, no resto do ano, fazem exposições, concertos e sessões de cinema. 



Sem dúvida que, de todas as pistas de gelo que já vi, esta é a mais bonita: fica naquilo que é um género de claustro do centro cultural, rodeada por arcadas de pedra. Aquilo que a torna mais especial, para além do imponente edifício que a envolve, é o ambiente: a árvore de Natal gigante, o bar onde podemos consumir todas as bebidas quentinhas que nos apetecerem, a música natalícia e animada e as luzes que, enquanto patinamos, vão mudando de cores e desenhando flocos de neve pelo gelo. Obviamente que esta pista de gelo entrou logo para o número um do meu TOP de pistas de gelo, mas há outras que não só eu gostava de experimentar ainda este ano como vocês deviam experimentar também!



Hampton Court Palace Ice Rink

Diz quem já lá foi que o Hampton Court Palace é um lugar inesquecível. Especialmente quando a neve cai e os campos que o envolvem se tornam completamente brancos. Acredito que patinar no gelo lá rodeada de neve seria mais do que mágico. É, sem dúvida, um sítio a colocar na lista. 

Canary Wharf Ice Rink

Canary Wharf é uma zona de Londres lindíssima: há bastantes empresas bem conhecidas que têm os seus escritórios lá, como a Reuters ou a IBM, e a correria daqueles que lá trabalham mistura-se com a calma do rio que passa ali mesmo ao pé. Os prédios enormes e espelhados escondem jardins e praças que, no verão, se enchem de famílias e amigos que fazem piqueniques. No inverno, esses mesmos jardins enchem-se de cor e trazem a magia do Natal, com feiras de produtos artesanais e, claro, a pista de gelo. Este ano o tema da festa é "Luz", o que encaixa na perfeição com o local. Há um bar, que também serve comida, junto à pista de gelo, e, por isso, é o sítio ideal para patinar e jantar de seguida. 

Natural History Museum Ice Rink

O Museu de História Natural é, provavelmente, o museu mais visitado por famílias em Londres. É a casa da famosa exposição de dinossauros e de muitas outras que nos fazem querer ficar por lá um dia inteiro, a descobrir factos interessantes sobre a história do nosso mundo. Cientes de que fazem as delícias de miúdos e graúdos, os responsáveis pelo museu constroem todos os anos uma pista de gelo gigante, decoram-na e às árvores em volta com as conhecidas fairy lights, as luzinhas brancas da árvore de Natal, e deixam que a magia do museu se estenda aos jardins que o envolvem.

Hyde Park Winter Wonderland

A Winter Wonderland, a feira de carrocéis de que falei ali em cima, já é mágica por si só. Há diversões para todas as idades e para todos os gostos: montanhas russas, baloiços, barquinhos, casas de terror... Para além disso, há uma verdadeira panóplia de bancas de comida, essencialmente comida alemã, como cachorros quentes. Lá podemos encontrar também muitas ideias de prendas de Natal: prendas feitas à mão, por artesãos muito criativos. É verdade que há filas e filas e filas de gente para andar em todos os carrocéis e que, especialmente aos fins de semana, é quase impossível andar um metro em menos de dez minutos. Mas vale bem a pena visitar o Hyde Park nesta altura do ano para sentir o verdadeiro espírito natalício londrino. Por isso, acredito bem que patinar neste lugar deve ser igualmente maravilhoso! 



Eu e o Gui divertimo-nos imenso a patinar e, por isso, já estamos a pensar em combinar a próxima visita a uma pista de gelo. Até estamos a pensar em subsitutir o ginásio por este novo desporto.

E vocês, já andaram de patins no gelo este ano? 

Com amor,
Joana


Me, him and our gingerbread cookies

Tal como vos contei aqui, eu e o Gui temos andado a experimentar fazer coisas que nunca tínhamos feito antes. Coisas simples, que nos permitam sair da rotina em qualquer dia da semana, e não apenas durante o fim de semana. A primeira actividade que riscámos da lista foi fazer um bolo. Saímo-nos tão bem que decidímos continuar pela cozinha. Ontem, aproveitando o espírito natalício desta cidade, fomos comprar ingredientes para fazer bolachinhas de canela e gengibre, aquilo a que, neste país, se chama gingerbread cookies. 



No início, quando comçámos a misturar os ingredientes, estava um bocadinho desmotivada (tenho andado muito cansada, ultimamente). Achei que ia ser demasiado difícil conseguir a consistência certa bem como separar a massa em bolachas. Na verdade, como não temos um medidor e uma balança, era mesmo isso que estava a acontecer: colocámos demasiada farinha e depois tivemos de compensar colocando mais ovos. Mas, quando chegou à parte de amassar, fiquei super entusiasmada. Parecia uma criança a brincar com areia da praia pela primeira vez. É estranho, mas é super divertido. No final, antes de colocarmos as nossas bolachas de gengibre no forno, reparámos que tínhamos a cozinha completamente virada do avesso. Não importou: rimo-nos tanto a amassar que não nos custou nada limpar a seguir. O processo todo revelou-se bastante fácil: é só mesmo misturar farinha, ovos, canela, gengibre, açúcar, mel, manteiga e ovos, amassar, estender a massa e, depois, utilizando formas para bolachas, construir os nossos bonequinhos. Nós fizémos estrelas, árvores de Natal, bonecos, Pais Natal e sinos. Depois, quando as bolachas ficaram prontas, foi só decorá-las com writing icing (não sei o nome em português!). Este foi o resultado final:



Com amor, 
Joana

It's (almost) Christmas Time! - Part II

Kit de Natal

(Ou uma espécie de #christmasinspo)





Está oficialmente aberta (segundo as leis do universo da Joana) a época natalícia. A partir de agora é legítimo comprar presentes, pensar em como redecorar a casa e decidir quais vão ser postais a enviar para a família e amigos. 
Costumo oferecer prendas feitas por mim e postais comprados nas mil e uma lojas de postais que Londres tem, mas acho que este ano vai ser ao contrário. Sinto-me muito numa onda de art & craft e tenho tido ideias maravilhosas (muito graças ao Projecto Cartas Cruzadas, de que falei aqui). 
Quanto à decoração da casa, acho que vai ser um misto das duas coisas, até porque eu e o Gui percebemos o quão divertido é fazer as nossas próprias decorações no dia em que decidimos desenhar uma cara de monstro numa abóbora para a noite de Halloween (leiam a história aqui). Mas, ao mesmo tempo, tenho visto tanta coisa bonita, que é difícil não querer trazer para casa.
Chegou também a hora de decidir qual é o pijama natalício que vou oferecer ao Gui (na minha família, há a tradição de oferecer um pijama na noite de Natal e decidimos que este ano vai ser assim aqui em casa também). Não me posso esquecer, claro, das meias! 
A juntar a isto tudo é muito importante que escolhamos um Calendário de Advento, porque tudo é uma boa desculpa para comer chocolate. 
Durante este mês e até ao Natal, tenciono experimentar uma lista interminável de coisas que me fazem lembrar o Natal: fazer bolinhos de canela, bolachas em forma de árvore de Natal ou boneco de neve, andar de patins no gelo, e - por favor, quero tanto - brincar na neve. 
Não sei o que me deu. Eu juro que não era assim. Mas parece que o lado bonito do Natal me contagiou! 

Com amor, 
Joana

(Imagens retiradas do Pinterest)

~ Natureza em estado puro ~

O Outono chegou em força: Londres está agora coberta por um manto de nevoeiro, a humidade agarra-se ao nosso corpo e ao nosso cabelo. O chá tem sido o nosso melhor amigo. O sofá e a manta polar fazem-nos companhia. Nestes dias, festejámos o Halloween: vestimo-nos de Cleópatra e Júlio César versão Zombie e, acompanhados pelos nossos amigos vampiros, bonecas assombradas e enfermeiros ensaguentados, festejámos o melhor que pudemos. Vimos Nightmare Before Christmas, um filme de Tim Burton, que entrou para a lista dos filmes mais originais e melhor produzidos que já vi. (Sabiam que o filme é todo gravado em stop-motion, que é como quem diz realizado com recurso a fotografias tiradas em sequência de determinados objectos que, quando colocadas todas juntas, dão a ideia de movimento?) Escrevi cartas para o Projecto Cartas Cruzadas. E, melhor do que tudo o resto, risquei Richmond Park da minha lista de lugares a visitar neste Outono (vejam a lista aqui). Decidimos visitar o parque no domingo à tarde, depois de um sábado passado a molengar. De nossa casa até Richmond demoramos apenas meia hora de metro, coisa que, em Londres, é muito pouco tempo dentro de um transporte público. Richmond é uma pequena "vila" dentro de uma cidade gigantesca, que mistura comércio tradicional com lojas de grandes cadeias, onde tanto se vive o reboliço da metrópole como a calma do campo. Em cinco minutos, passamos da zona comercial para o rio e a mãe natureza na sua forma mais pura e, ao entrar dentro do parque propriamente dito, somos levados para um pequeno paraíso. O parque é gigante e, logo à entrada, um mapa do local tenta elucidar-nos o caminho que temos de fazer para chegarmos a pontos chave como os lagos ou os locais de observação de animais. Mas, no meio da natureza, não são precisos mapas. Na verdade, só precisamos mesmo de fechar os olhos e deixarmo-nos guiar pela natureza. Durante a nossa visita, vimos renas e alces ali, no meio das pessoas, sem medo. Vimos patos a nadar em lagos tão bonitos que reflectiam todas as árvores ali à volta. Vimos folhas de cores tão outonais. Vimos o rio. Vimos um pôr do sol magnífico. Vimos crianças a brincar no meio da relva, como se soubessem que estavam a regressar ao lugar de onde tinham vindo. No fim do nosso passeio, estávamos cansados, mas também nós nos sentíamos com as baterias recarregadas, prontos para enfrentar mais uma semana. 








Com amor, 

Joana

Happiness is Homemade

Inspirados pelos vídeos dos Pequenos Monstros, eu e o Gui decidimos fazer uma lista de actividades diferentes, divertidas e desafiantes para ocupar os nossos dias. A ideia é fugir da rotina e experimentar algo diferente, algo que nunca tenhamos feito (ou, pelo menos, algo que nunca tenhamos feito juntos). Como também não somos adeptos de complicações, ficámo-nos pelas coisas básicas e simples: queremos poder fazer estas actividades em qualquer dia da semana, sem ter de esperar pelo sábado ou pelo domingo. Afinal de contas, a vida é para se aproveitar a qualquer hora.
Começámos a riscar os items da nossa lista ontem à noite. E até que não nos saímos nada mal! Ora, para começar, decidimos fazer um bolo. 





Eu sou um zero à esquerda na cozinha: não porque não saiba cozinhar, o problema é que eu nunca tentei aprender. Canso-me de olhar para o forno, aquela meia dúzia de botões parece-me um bicho de sete cabeças. Nunca acerto com a temperatura da água. O tempo da fervura é um dígito demasiado grande para a minha cabeça. E por aí em diante. O Gui sabe cozinhar. Aliás, até sabe fazer bolos. Pão. Mousse de chocolate. E mais uma data de outras coisas deliciosas. Apesar de ele tentar todos os dias ensinar-me a cozinhar, eu prefiro ficar-me pela tarefa de limpar a casa. Mas eu tento: eu juro que estou a tentar melhorar a minha vontade de aprender a cozinhar. Ontem, foi prova disso e foi tão divertido. 
Decidimos copiar uma receita muito fácil, tirada do site do Pingo Doce, de Bolo Mármore. Sim, foi só para matar as saudades de casa. Ao todo, contando com o tempo que o bolo esteve no forno, devemos ter demorado cerca de uma hora e meia em todo o processo. E, como gostámos tanto desta actividade, decidimos fazer não apenas um bolo mas DOIS BOLOS. Os meus colegas de trabalho agradeceram a decisão de fazer um segundo bolo. 
O resultado final foi um bolo bonito, fofinho e delicioso e, claro, uma cozinha destruída e duas pessoas muito felizes. 



Nunca pensei que fosse tão fácil fazer este bolo. E, sobretudo, nunca pensei que saísse tão bem. Afinal, nem sempre o que parece difícil realmente o é: às vezes é só mesmo preciso pôr mãos à obra e tentar. 



Com amor,
Joana

Uma Casa Horripilante

Este fim de semana festejámos o nosso primeiro mês na casa nova. Foi um mês de muito trabalho em que passámos pouco tempo a aproveitar, de facto, a casa. Por isso, este domingo combinámos não sair do nosso cantinho e arranjar actividades divertidas para comemorar. 
Grande parte do dia foi passado em frente à televisão: vimos New Girl, How to Get Away With Murder e How I Met Your Mother, enquanto molhámos as maravilhosas bolachinhas bourbon no café. Os vídeos dos Pequenos Monstros (especialmente este) também nos ocuparam a tarde. Depois, marcámos uma viagem a Oxford, preparámos a nossa viagem a Birmingham e comprámos os bilhetes para ir andar de patins no gelo (yey!). 
Mas nada foi tão divertido quanto decorar a casa para o Halloween! 
Como contei aqui, estou mesmo entusiasmada para viver esta época assustadora do ano em Londres. Por isso, o Gui comprou uma abóbora e, ontem, divertimo-nos a desenhar uma cara de monstro nela. (Obrigada, Youtube, por existires e nos ajudares nesta tarefa!). Julguei que fosse mais difícil, mas, na verdade, basta utilizar uma caneta para desenhar a cara, uma faca bem afiada para cortar a casca e uma colher para retirar o interior da abóbora. Depois, pode-se colocar um balão com uma luz LED lá dentro (uma daquelas pequeninas que costumam dar nos festivais, por exemplo) para iluminar a abóbora horripilante. 







Comprámos ainda, na Wilco, uma toalha de mesa laranja com formigas e aranhas e duas fitas decorativas para as paredes: uma com morcegos e outra com fantasmas. 
Adoro ver a casa como está agora: está super divertida e, como a nossa sala está decorada em tons de castanho, preto e laranja, as decorações de Halloween assentam-lhe na perfeição. E, claro, não foi preciso gastar muito dinheiro nem desperdiçar muitos materiais.



Ontem, depois de as decorações estarem concluídas, decidimos fazer um brunch saudável: houve pão rye e salmão fumado, salada, banana com Nutella e, para acompanhar, chá servido no nosso novo bule (obrigada, mãe do Gui!). 




Mas, claro, não nos ficámos por aqui. Encomendámos uns fatos de Halloween pela Internet, para usar na festa a que vamos na próxima sexta-feira. Ontem, foi também o dia de experimentar esses fatos (são muito giros, mas ainda não vos podemos mostrar!) e decidir qual é a maquilhagem que vamos utilizar. 
O fim de semana serviu para recarregar baterias e para me relembrar do quão divertido pode ser este tipo de coisas tão simples: nem sempre é preciso jantares em restaurantes, passeios por lugares maravilhosos ou actividades fora de casa. Não é preciso correr de um lado para o outro e encher a agenda de planos mirabolantes que nos obrigam a atravessar a cidade no meio da multidão e a contar os minutos que temos para chegar ao ponto a que queremos chegar. Na maior parte das vezes, basta as nossas quatro paredes e um bocadinho de imaginação para aproveitarmos a companhia das pessoas com quem partilhamos a nossa vida. O amor é assim: simples.

Com amor,
Joana

It's (almost) Christmas Times

Quando era pequena, adorava o Natal. Fazia uma lista interminável de presentes e enviava-a ao Pai Natal. Na noite de 24 de Dezembro, a visita do velhinho das barbas brancas era certa (obrigada, avô!). Natal era sinónimo de mesa cheia, família junta, muitos brinquedos e roupa novos e, claro, comida boa! Com o tempo, o Natal e aquilo que ele significa foi-se alterando. A família diminuiu: numa mesa habitualmente composta por quinze pessoas passaram a sentar-se cinco. Os brinquedos e roupas substituiram-se por pequenos miminhos com muito amor. A comida continuou a ser óptima. Os cinco descobrimos que o mais importante é o amor que nos une e não os bens materiais que se trocam na Consoada. 
Com isso em mente, decidimos partilhar a nova descoberta natalícia. A nós, juntaram-se outros cinco. Dez numa mesa em que o norte e o sul do país se misturaram. Houve bacalhau e polvo, aletria e rabanadas. 
Depois, eu mudei-me. Mil e seiscentos quilómetros separaram-nos e, pela primeira vez, o Natal foi à distância de um skype. Mas sem por isso deixarmos de partilhar a confusão (e a alegria) que é ter uma mesa cheia.
Com esta mudança de país, o Natal voltou a dar uma volta de 180 graus. Londres tem um espírito natalício muito acima da média portuguesa. A temperatura gélida de Outubro já nos faz ter vontade de calçar meias de Pai Natal, comprar um pinheiro e começar a decorar a casa com bonecos de neve. Pelas ruas, já se começam a construir as luzes, que acenderão no princípio de Novembro. Nas montras das lojas das avenidas compridas já se vêem tonalidades de verde, vermelho e branco. 
Também eu sou inundada de espírito natalício. Estamos a meio do décimo mês e eu só penso nos presentes que quero oferecer. Nos postais que vou enviar. Nas decorações da minha casa nova. Em estar perto da minha família na noite de 24 e no dia 25 de Dezembro.
O Natal continua a ser tempo de dar uma dose redobrada de amor e de miminhos à minha família, mas agora é também tempo de partilhar a festa com o mundo. 
Se antes criticava o Natal porque só via consumismo, agora olho para o consumismo com ternura e faço dele aquilo que eu quero fazer: uma maneira de longe estar perto e sentir-me em casa. E porque quando se partilha amor que vem do fundo do coração com o mundo ele nos dá sempre um bocadinho mais, este ano, somos onze à mesa.

Com amor, 
Joana

Imagem retirada da Internet

New home ♥

Quando me mudei para Londres, em Junho do ano passado, sabia que ia ser difícil conseguir viver sem partilhar casa com pessoas desconhecidas. No Reino Unido, as casas são caras e, na maior parte das vezes, a única solução é alugar um quarto. No geral, neste ano e meio, tive sorte. Primeiro, vivi com uma senhora inglesa numa casa tipicamente britânica. Depois, vivi com um casal francês, que, mesmo com as suas manias, não me dava assim tantas dores de cabeça. Em Fevereiro, fui viver para uma casa com dois rapazes portugueses e um rapaz espanhol. Estas três casas foram parte da minha história em Londres: todas elas foram palco das minhas dúvidas, vontade de voltar, vontade de ficar; todas elas foram lugar para lágrimas e sorrisos, festas e danças; todas elas foram amor e amizade. 
Mas, embora seja divertido partilhar casa, conhecer novas pessoas, novos modos de viver, chegamos a um ponto em que queremos o nosso espaço, o nosso cantinho. Queremos chegar a casa, descalçar os sapatos, ligar a música e dançar. Queremos chegar a casa e simplesmente não fazer nada. Queremos chegar a casa e sentirmo-nos em casa. Ao final destes 460 dias, consegui dar um passo em frente: eu e o Guilherme alugámos uma casa só para nós. E não é que é mesmo a casa perfeita para nós? Sabem quando entram num sítio e sabem logo que a vossa vida vai ter de passar por lá? Foi isto que senti quando entrei naquela casa. A energia é tão boa, a casa é tão cheia de luz: teve de ser. Estes dias têm sido passados a decorá-la, a torná-la mais nossa. Agora, temos ainda mais vontade de voltar a correr para casa, para descansar depois de um dia de trabalho. Não há mesmo nada melhor, neste momento, do que estar aqui. 
Com amor,
Joana